Apesar da estreia de US$ 100 milhões, Gal Gadot não cola em “Mulher-Maravilha”


Apesar de ser um bom filme, “Mulher-Maravilha” (2017) não convence. Muita gente
vai usar a bela estreia do longa de 141 minutos – arrecadou US$ 100 milhões (cerca de R$ 330 milhões) no primeiro fim de semana nos EUA – como justificativa para avalizar a produção de Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”). No entanto, infe-
lizmente, a protagonista Gal Gadot (“Batman vs Superman: A Origem da Justiça” e “Velozes & Furiosos 7”) não cola na trama. A israelense de 32 anos não tem carisma para dar vida à primeira heroína dos quadrinhos.

Pôster gringo de Mulher-Maravilha” (2017); filme estreou em 1º de junho no Brasil/Reprodução

Gadot se esforçou muito, no entanto não conseguiu transmitir a mistura entre força, a-
gressividade, inteligência, graça e beleza características da personagem criada há 75 anos, pelo professor William Moulton Marston (1893 – 1947)… E a falta de liga entre super-herói e ator é o começo para fim para os filmes baseados no universo das HQs.

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Quem se lembra de Brandon Routh como Superman? Ou de George Clooney como Batman? Porém, o Super-Homem, de Christopher Reeve (1952 – 2004), é tido até hoje como uma das melhores encarnações do personagem. E o Wolverine, de Hugh Jackman? A simbiose entre o australiano e o X-Men rendeu sete longas bem-sucedi-
dos. E a Mulher Maravilha, de Lynda Carter? Inesquecível, não? O que seria do Homem de Ferro sem Robert Downey Jr.?

Mesmo com essa deficiência e as esperadas adaptações para as telonas, “Mulher-Maravilha” traz bons momentos. As cenas de treinamento das amazonas em Themys-
cira e a descoberta do verdadeiro Ares, o Deus da Guerra, são, definitivamente, os pontos altos da produção. AVALIAÇÃO: REGULAR.

*

O pior? Não tem cena extra após os créditos. DC Comics, por favor, aprenda com os amiguinhos da Marvel.

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